De cabe├ža para baixo
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sexta-feira, janeiro 14, 2005  

Te quero as dez da manha, e as onze, e as doze do dia. Te quero com toda a minha alma e com todo o meu corpo, as vezes, nas tardes de chuva. Mas as duas da tarde, ou as tres, quando me ponho a pensar em nos dois, e tu pensas na comida ou no trabalho diario, ou nas diversoes que nao tens, passo a odiar-te sordidamente, com a metade do odio que guardo para mim.

Logo volto a querer-te, quando nos deitamos e sinto que estas feita para mim, que de algum modo assim me dizem teus joelhos e teu ventre, que minhas maos me convencem disso, e nao ha outro lugar de onde eu venha ou para onde eu va melhor que teu corpo. Tu vens toda inteira a meu encontro, e desaparecemos un instante, nos metemos na boca de deus, ate que eu te diga que tenho fome ou sono.

Todos os dias te quero e te odeio irremediavelmente. E ha dias tambem, ha horas, em que nao te conheco, em que es estranha como a mulher de outro. Me preocupam os homens, me procupo, me distraem meus problemas. E provavel que nao pense em ti durante muito tempo. Ves? Quem poderia querer-te menos que eu, meu amor?

Traducao livre (e feia) de Te quiero a la diez de la manana, de Jaime Sabines

posted by Bia | 11:00:00 PM


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